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24/04/2009
REAJUSTE DOS PLANOS DE SAúDE SERá DE ATé 6,7%, O MAIOR DESDE 2006

SÃO PAULO - A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou, nesta sexta-feira (24), que o reajuste dos convênios médicos será de até 6,76%, superior ao do ano passado, que foi de 5,48%.
A alíquota incide sobre os 6,5 milhões de consumidores dos planos individuais novos, firmados a partir de janeiro de 1999, que representam 12,4% da carteira total de clientes (52 milhões). O reajuste, que será publicado no DOU (Diário Oficial da União) da segunda-feira (27), é válido a partir de 1º de maio e será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário.
O índice também é válido para os planos adaptados à Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde.
Maior desde 2006
O aumento de 2009 foi o maior registrado desde o ano de 2006, quando os planos de saúde tiveram reajuste de 8,89%, de acordo com a tabela abaixo:
Variação nos últimos anos
Ano Índice de reajuste
2000 5,42%
2001 8,71%
2002 7,69%
2003 9,27%
2004 11,75%
2005 11,69%
2006 8,89%
2007 5,76%
2008 5,48%
2009 6,76%
Fonte: ANS
Critérios
O índice máximo a ser aplicado foi determinado pela diretoria colegiada da ANS. Para calculá-lo, utiliza-se metodologia adotada desde 2001, que se baseia nos reajustes dos planos coletivos. Neste ano, também foi considerada a variação relativa à maior oferta e utilização dos procedimentos e eventos de saúde a partir da vigência de um novo rol adotado.
O índice de 2009 foi obtido a partir de fórmula matemática composta pelo valor relativo aos reajustes dos planos coletivos, de 5,60%, e a variação do novo rol de procedimentos apurada no período, de 1,1%.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, relembrou que a agência reguladora, quando determinou o novo rol de procedimentos, esclareceu que avaliaria a influência dessas mudanças no setor de saúde suplementar. Ele ainda disse que o índice ficou abaixo daquele que era esperado pelas operadoras.
"O acréscimo referente à variação deve ser considerado na totalidade do benefício que o novo rol trouxe aos beneficiários. Procedimentos importantes como exames de genética e profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais hoje estão incorporados à cobertura assistencial mínima. Além disso, o percentual sem esse acréscimo demonstra a estabilização do setor", afirmou.
Retirado de http://economia.uol.com.br/ultnot/infomoney/
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